Prefeitura orienta como lidar com fatores climáticos frequentes no inverno, que afetam a vida das pessoas
Durante o inverno, os dias menos iluminados e mais secos, sem chuva e com baixa umidade relativa do ar (URA), contribuem para o surgimento de um fenômeno atmosférico que inspira cuidados, tanto por facilitar o surgimento de queimadas e focos de incêndio quanto por dificultar a dissipação de poluentes, afetando a saúde das pessoas. É a “inversão térmica”, que se avista no horizonte de Hortolândia, pelo menos desde esta quinta-feira (23/07).
A Prefeitura tem monitorado o fenômeno e seus desdobramentos, por meio do sistema de Defesa Civil, que mobiliza todas as secretarias e os órgãos municipais. Um deles é o Departamento de Assuntos Climáticos, parte integrante da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos.
Segundo a diretora Taina Ferreira, o fenômeno da inversão térmica é um dos principais responsáveis pela piora da qualidade do ar nesta época do ano. “Nesse fenômeno, uma camada de ar quente permanece sobre uma camada de ar frio e funciona como uma barreira que impede a dispersão dos poluentes. Como consequência, fumaça, poeira e outros contaminantes permanecem concentrados próximos ao solo”, explica a profissional.
A URA, outro fator relevante, é um índice que diz respeito à quantidade de água existente na atmosfera, na forma de vapor, no momento da medição, com relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. A garoa que vem caindo nesta sexta-feira (24/07) ameniza um pouco a situação verificada no dia anterior, quando o tempo estava bastante seco e havia forte cheiro de queimado em diversas partes da cidade.
Veja abaixo as principais práticas que precarizam a qualidade do ar e os elementos que agravam o caso, no inverno:
- Inversão Térmica – o ar quente sobe e o ar frio desce, formando uma camada pesada, consequentemente a poeira/fumaça fica presa nessa barreira;
- Baixa URA (Umidade Relativa do Ar);
- Emissão de fumaça preta pela indústria e por veículos;
- Queimadas, que geram monóxido de carbono, fumaça;
- Ambientes fechados, onde há redução de ventilação e concentração de poluentes;
- Uso do ar condicionado, que seca ainda mais o ar;
- Ausência de chuvas – o tempo seco e a menor ocorrência de precipitações dificultam a remoção natural dos poluentes da atmosfera nesta estação do ano.


É preciso redobrar os cuidados habituais com a saúde, sobretudo de crianças, idosos, pessoas adoentadas e sensíveis a este fatores. Conforme alerta a Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança, a baixa umidade do ar e a falta de chuvas podem desencadear problemas que prejudicam tanto o meio ambiente quanto a saúde da população.
Confira alguns desses problemas:
- complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;
- sangramento pelo nariz;
- ressecamento da pele;
- irritação dos olhos;
- eletricidade estática em pessoas e equipamentos eletrônicos e
- aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.
30Saiba o que fazer para melhorar:
- Usar nos ambiente toalha molhada ou umidificador;
- Utilizar o mínimo possível o ar condicionado, abrir as janelas para ventilar ar natural;
- Manter-se hidratado;
- Evitar atividades físicas nos horários de pior qualidade do ar – primeiras horas da manhã e à noite, quando a inversão térmica é mais intensa;
- Manter os veículos sempre com a manutenção em dia e se possível evitar o uso constante;
- Evitar e denunciar queimadas.
A prática de queimadas é crime no município, sujeita a penalidades e multas, conforme está previsto nas Leis Municipais nº 2.464, de 16/09/2010; 3.153, de 04/09/2015 e 3.641, de 13/06/2019. A população poderá denunciar queimadas e focos de incêndio pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo aplicativo “Agenda Verde”, que pode ser baixado no celular, a partir das plataformas Google Play ou App Store. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.
Última atualização: 24 de julho de 2026