Plano de contingência preventivo da Defesa Civil foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município, nesta quarta-feira (11/06)
Hortolândia prepara-se, mais uma vez, para cuidar da população e do ambiente, em tempos de estiagem e de fortes mudanças climáticas. A Prefeitura aderiu à “Operação São Paulo Sem Fogo 2026”, política pública do Governo do Estado que busca evitar e combater queimadas e focos de incêndio no município.
O decreto municipal Nº 5.868, de 10/06/2026, que regulamenta a “Operação” foi publicado, na tarde desta quarta-feira (10/06), na edição 2780 do Diário Oficial Eletrônico do Município. O documento regulamenta uma série de ações integradas de prevenção, monitoramento e combate às queimadas em Hortolândia. Segundo ele, a “Operação São Paulo Sem Fogo 2026” se estenderá até 30 de setembro deste ano, podendo ser prorrogada, caso necessário.
A ação é promovida pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo, em parceria com a Administração Municipal, sendo executada localmente pelo Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil. A partir do Plano de Contingência Preventivo de Defesa Civil, previsto pela “Operação”, o SIMPDEC mobiliza todas as secretarias municipais, monitorando com atenção a incidência de baixa umidade relativa do ar, de quedas bruscas de temperatura e de estiagem típicas deste período do ano.
Além de medidas de sensibilização e orientação à população, tendo em vista a prevenção a queimadas e focos de incêndio, o município realiza um cuidadoso acompanhamento da qualidade do ar, uma vez que o tempo seco favorece este tipo de ocorrência que agride a natureza e afeta a saúde das pessoas, sobretudo quando a URA (umidade relativa do ar) cai muito.
A URA é um índice que diz respeito à quantidade de água existente na atmosfera, na forma de vapor, no momento da medição, com relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. “A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta: sempre que chove devido à evaporação que ocorre posteriormente, em áreas florestadas ou próximas aos rios ou represa, quando a temperatura diminui (orvalho)”, informa, em seu site oficial, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da cidade de São Paulo.
A falta de chuvas e a baixa umidade do ar podem desencadear diversos problemas que prejudicam o meio ambiente e a saúde das pessoas, conforme alerta a Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança.
Confira alguns desses problemas:
- complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;
- sangramento pelo nariz;
- ressecamento da pele;
- irritação dos olhos;
- eletricidade estática em pessoas e equipamentos eletrônicos e
- aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.
“O Plano de Contingência Preventivo é fundamental para esse período de estiagem, pois assegura ações antecipadas que mapeiam riscos, organizam protocolos de respostas aos riscos e garantem principalmente a proteção à saúde pública”, pondera o secretário de Segurança, Joldemar Nunes Correa, o Dr. Jold.

Durante a vigência da “Operação São Paulo Sem Fogo 2026”, a Prefeitura intensifica a fiscalização ambiental. A prática de queimadas é crime no município, sujeita a penalidades e multas, conforme está previsto nas Leis Municipais nº 2.464, de 16/09/2010; 3.153, de 04/09/2015 e 3.641, de 13/06/2019.
A população poderá denunciar queimadas e focos de incêndio pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo aplicativo “Agenda Verde”, que pode ser baixado no celular, a partir das plataformas Google Play ou App Store. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.
Confira os estados a partir da medição da URA:
Até 30% – Estado de Observação
•Acompanhamento dos índices da URA.
Entre 30 e 20% – Estado de Atenção
•Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
•Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc;
•Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc;
•Consumir água à vontade.
Entre 20 e 12% – Estado de Alerta
•Observar as recomendações do estado de atenção;
•Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas;
•Usar soro fisiológico para olhos e narinas.
Abaixo de 12% – Estado de emergência
•Emissão de Alerta e acionamento do Plano de Ação;
•Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
•Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc;
•Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.