Atividades aconteceram no Pq. Irmã Dorothy e em escolas públicas de Hortolândia, ao longo de maio
Você sabe montar uma composteira e para que ela serve? Adota medidas para prevenir e combater queimadas? Quem participa das atividades de educação ambiental da Prefeitura já está por dentro destes temas.
Durante o mês de maio, equipes do Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos realizaram uma série de atividades em escolas públicas e no Parque Socioambiental Irmã Dorothy Stang. Acompanhe abaixo um registro dessas formações.


Prevenção e combate às queimadas
Entre os dias 5 e 14 deste mês, 659 estudantes de escolas públicas de Hortolândia participaram do ciclo de palestras sobre queimadas e mudanças climáticas. A iniciativa, alinhada ao Programa “Agenda Verde”, mobilizou alunos do Ensino Fundamental e Médio e também da EJA (Educação de Jovens e Adultos), além de membros da equipe escolar. As sessões aconteceram nas seguintes unidades:
- 05/05 – Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Caio Fernando Gomes Pereira, para 75 alunos da EJA;
- 07/05 – Emef Professora Marleciene Priscila Presta Bonfim, para 37 alunos da EJA;
- 12/05 e 14/05 — E.E. (Escola Estadual) Recreio Alvorada, para 482 alunos do Ensino Fundamental e Médio, nos períodos diurno e noturno;
- 12/05 – Emef Nicolas Thiago dos Santos Lofrani, para 25 alunos da EJA e membros da equipe escolar;
- 14/05 – Emef Jd. Amanda I (CAIC), para 40 alunos da EJA.
As palestras tiveram como objetivo conscientizar sobre os riscos e impactos das queimadas. Durante as apresentações, os membros da equipe destacam as lagoas de contenção, os parques e as áreas de lazer do município como exemplos de ações locais de preservação ambiental, abordando também a coleta seletiva e o descarte correto de resíduos sólidos.
De acordo com o Departamento de Fiscalização Ambiental, foram registrados 487 focos de queimadas no município, entre 2024 e 2025, com 95% das ocorrências concentradas no período de estiagem. Nos primeiros meses de 2026, foram registradas 20 ocorrências — número que tende a crescer, já que o período mais crítico vai de junho a outubro, conforme previsões da Defesa Civil do Estado de São Paulo. O órgão já emitiu alerta acerca do aumento do risco de incêndios em áreas de vegetação em todo o território paulista, com tendência de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e chuvas irregulares.
As denúncias de foco de queimada, descarte de resíduos e problemas de limpeza urbana em locais irregulares podem ser realizadas pelo aplicativo “Agenda Verde”, disponível para download nas lojas de aplicativos para Android e Apple. Basta descrever a ocorrência, enviar fotos do local e informar o endereço.

Projeto “Pedacinho de Chão” ensina a transformar restos de frutas e legumes em adubo
O Parque Socioambiental Irmã Dorothy Stang, no Jd. Nossa Senhora de Fátima, foi palco da atividade de estreia do Projeto “Pedacinho de Chão”. No último dia 11 de maio, 25 alunos do 5º ano da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Josias da Silva Macedo trocaram a sala de aula por uma roda de conversa na Sala Ecológica. Lá, puderam ver de perto uma composteira modelo já em funcionamento e receberam explicações sobre a diferença entre o resíduo que vai para o aterro e o que vira recurso ambiental. Ao final, cada estudante levou para casa uma lista com os materiais necessários para a próxima etapa: a oficina prática.
Participaram da atividade inicial o diretor de Educação Ambiental, Ricardo Zanoni; a professora ambiental Sonarli Gomes; o educador ambiental Carlos Campos e a universitária Hellen Caroline Cardozo da Paz, do 3º semestre de Biologia da Universidade Cruzeiro do Sul, além da equipe da escola visitante: a professora Ana Carolina Oliveira, a coordenadora Silvana de Paula e a diretora Rose Ilário Dutra.
Quatro dias depois, no dia 15/05, a turma voltou ao parque, desta vez acompanhada por cerca de 10 pais e responsáveis, para executar a oficina “Mãos na Terra”. A atividade transformou o Parque Dorothy Stang em um verdadeiro laboratório de sustentabilidade.
Quem orientou as tarefas foi o “Dr. Bio Composto”, personagem criado pela equipe de Educação Ambiental e vivido por Carlos Campos. Com jaleco branco e óculos gigante, ele conduziu a montagem das torres de compostagem de três andares e, de forma lúdica, explicou como os microrganismos transformam casca de fruta em chorume, líquido nutritivo liberado na compostagem, que pode ser usado como fertilizante, a que deu o nome de “cafezinho das plantas”.
Ao fim da oficina, cada aluno saiu com a composteira montada e uma missão: cuidar dela em casa pelos próximos 90 dias, registrando tudo com desenhos, fotos e vídeos de 1 minuto.
“A presença do Dr. Bio Composto quebra a barreira da ciência. A criança entende que compostar não é sujeira, é vida trabalhando. No aterro, os resíduos geram chorume e gás metano. Na composteira, eles viram vida. Com os pais juntos, a gente garante que o cuidado continue em casa por 90 dias”, explicou Campos.
As famílias foram convidadas a retornar ao Parque em agosto para as etapas finais do Projeto, quando a Sala Ecológica será transformada em galeria para receber painéis, varal de fotos e telão com vídeos do passo a passo de cada composteira. O ponto alto, segundo a equipe, será a montagem ao vivo de um jardim suspenso de três metros, a ser feito com o adubo produzido pelos próprios alunos ao longo destes 90 dias.
As composteiras serão avaliadas pelo “Dr. Bio Composto” e cada aluno receberá o Certificado Nota Verde de Guardião do “Pedacinho de Chão”. O composto excedente será doado para as plantas do próprio parque.
As ações do Projeto integram o Programa “Município VerdeAzul”, compõem o Plano Municipal da Primeira Infância de Hortolândia e estão alinhadas aos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas). Confira quais são:
- ODS 4 – Educação de Qualidade,
- ODS 11 – Cidades Sustentáveis,
- ODS 12 – Consumo Responsável e
- ODS 13 – Ação Climática.