Visitantes de um dos principais parques públicos de Hortolândia agora podem aprender sobre o acervo vegetal, consultando QR Code em plaquinhas de identificação
Além do ambiente exuberante e acolhedor, do verde cristalino da lagoa, dos diversos projetos de educação ambiental, quer mais um motivo para visitar e amar o Parque Socioambiental Irmã Dorothy Stang, localizado na Rua Manuel Antônio da Silva, 415, Jardim Nossa Senhora de Fátima, em Hortolândia? A partir de agora, 140 espécies de árvores foram catalogadas e identificadas pela Prefeitura. Em cada plaquinha identificadora, há um código de barras que pode ser lido com o auxílio de um celular ou tablet, fornecendo uma série de informações relevantes sobre a espécie consultada.
Na manhã desta quinta-feira (02/07), cerca de 60 crianças, estudantes dos 4º e 5º anos da Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Josias Macedo da Silva, que fica bem ao lado, foram convidadas a conhecer o Projeto “QR Code no parque” (do inglês “Quick Response”, isto é, código de barras que oferece resposta rápida ao ser lido com a câmera do celular). Acompanhadas de quatro professores, da gestora Rose Hilário e de coordenadores da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, elas foram recebidas com música por agentes ambientais, gestores e servidores da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos. Em seguida, organizadas em grupos, percorreram as trilhas do parque para conhecer as diferentes espécies arbóreas.
As equipes visitantes foram acompanhadas pelas secretárias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos Eliane Nascimento (titular) e Sunne Santos (adjunta); pelo diretor do DEA (Departamento de Educação Ambiental), Ricardo Zanoni; pelo agente ambiental Carlos Campos; pela jardineira e bióloga Niara Brambila, uma das responsáveis pelo projeto; e por Juracy Nascimento, responsável pela criação do aplicativo Agenda Verde e dos QR Codes, onde constam as informações das espécies catalogadas e identificadas do parque.
Foi Niara quem explicou às crianças como seriam feitos os procedimentos para a leitura e identificação das árvores. Durante a caminhada ecológica, elas se encantaram com os novos conhecimentos adquiridos por meio da leitura e identificação das espécies, utilizando o conteúdo disponível nas plaquinhas com seus respectivos QR Codes.
“As árvores são de suma importância para a gente ajudar a controlar o clima, porque elas refrescam”, explicou a conselheira ambiental Elaine Polito Arashiro. “Como estamos falando de efeitos climáticos, a gente apresenta as árvores para vocês, porque quem conhece ama e quem ama cuida. Precisamos da cooperação de toda a população para cada vez mais conservarmos esse verde, através dessas árvores e das belezas naturais”, complementou a ambientalista.
“A implantação dessas plaquinhas foi feita com a utilização de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Agradecemos ao Conselho Municipal pela parceria para a implementação de políticas públicas ambientais”, informou Sunne.
“São 140 árvores identificadas. Agora, além de toda a harmonia com a natureza, nós damos a quem visitar este parque a oportunidade de pesquisar que tipo de árvore existe aqui. Então, vem para cá, para este ambiente agradável, onde você também poderá ter o conhecimento da arborização que temos aqui no parque”, convidou a secretária Eliane Nascimento.
Nicho Educativo
A ação foi finalizada no Nicho Educativo, onde os alunos puderam conhecer as composteiras que integram o projeto “Pedacinho de Chão”, que trabalha o parque como quintal da escola. A ação educativa do Departamento de Educação Ambiental de Hortolândia orienta as crianças, de forma lúdica, sobre compostagem. A atividade contempla as ações do Plano Municipal da Primeira Infância, no eixo de educação ambiental e coleta seletiva de resíduos orgânicos. O objetivo é formar, desde cedo, o hábito da separação correta do lixo e do reaproveitamento do material orgânico.
Para desenvolver as ações educativas, a equipe conta com o apoio da agente ambiental Cleide Rosangela Tinum Ferreira, que demonstrou, na prática, o uso das três caixas identificadas com círculos coloridos:
- Verde = orgânicos, para receber os resíduos orgânicos.
- Amarelo = resíduos orgânicos já decompostos, em fase de cura do adubo.
- Vermelho = resultado da decomposição, o chorume, onde há uma torneira para coleta do líquido, que deve ser diluído.
“Verde põe, amarelo espera, vermelho trata com cuidado”, explicou Cleide às crianças. A metodologia facilita o aprendizado e ajuda a reduzir o lixo enviado aos aterros.
Para Zanoni, “o nome das caixas é uma excelente estratégia para transmitir, de maneira lúdica, a mensagem do reaproveitamento dos resíduos, remetendo ao que faz parte do cotidiano urbano”.



Última atualização: 2 de julho de 2026