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“Não se pode subestimar ninguém”, diz MV Bill no sarau  Parada Poética de Hortolândia

Artista foi convidado do evento promovido pela Prefeitura, na noite desta segunda-feira (06/07) 

Poesia, humildade e respeito para encarar o mundo. Foi com esse espírito que MV Bill compartilhou suas rimas e histórias com o público de Hortolândia. O artista foi o convidado do sarau Parada Poética, realizado pela Prefeitura nesta segunda-feira (06/07). Ele veio para lançar seu mais recente livro, “A vida me ensinou a caminhar”. O sarau integra a Semana Cultural deste mês.

No livro, MV Bill rememora a época que viveu em Cidade de Deus, conhecido bairro da cidade do Rio Janeiro. Também relembra episódios marcantes de sua carreira. Um deles, que o rapper contou no sarau, foi da época que começou a ficar famoso com o grupo Geração Futuro.

Certa noite, ele e sua equipe iam fazer um show num baile, mas foram barrados por um dos seguranças. Bill gesticulou e proferiu bravatas, que foram mal-entendidas pelo segurança. Este ameaçou o artista com uma arma. O rapper e sua comitiva foram embora. Mas instantes depois, ele voltou e fez o show, por profissionalismo. “Entrei, com o rabo entre as pernas, e fiz o show. Do alto do palco, via o segurança. Por isso, a gente não pode subestimar ninguém”, salientou o artista.

Em um dos capítulos do livro, MV Bill relata a amizade que manteve com Chorão, falecido vocalista do grupo de rock Charlie Brown Jr.. Os artistas se conheceram nos bastidores da premiação VMB (Video Music Brasil), da emissora MTV, em 1998.

“Chorão era um cara muito humano e solidário. Ao nos conhecermos, ele me disse: ‘Quero fazer um som com você’. Ele falou que admirava meu trabalho”, relembra o rapper. A partir daí, a parceria se firmou entre ambos. MV Bill convidou Chorão para participar da música “Cidadão comum refém”, incluída no disco “Declaração de guerra”, que o rapper lançou em 2002. Por sua vez, Chorão retribuiu a gentileza e chamou o rapper para participar da música “Sem medo da escuridão”, gravada no disco “Ritmo, ritual e responsa”, lançado pela banda em 2007.

HOMENAGEM À MÃE

Para marcar suas três décadas de carreira, o rapper lançou a compilação “MV30” este ano. Mas MV Bill segue em ritmo intenso de produção. Ainda este ano, ele contou que planeja lançar uma música nova.

Outro projeto que ele prepara também para este ano é um EP em homenagem à mãe, Cristina, com músicas inéditas. “Mãe é aquele ser protetor, que nos acolhe. Ela nos aconselha. Deve ter umas cinco músicas, inéditas e autorais. Gosto de lançar disco nesse formato, pois como tem quantidade menor de músicas, possibilita que o público possa prestar mais atenção ao trabalho”, argumenta o rapper.

Por falar em música, durante o sarau MV Bill atendeu os pedidos do público e cantou “Soldado do morro”, uma das músicas mais icônicas de sua carreira.

Em seguida, ele foi homenageado com uma performance do grupo de dança Oju Obá, que apresentou uma coreografia ao som da música  “O preto em movimento”, que MV Bill lançou no disco “Falcão, o bagulho é doido”, em 2006. Ao final do evento, o rapper recebeu os fãs para tirar fotos e dar autógrafos.

O evento teve abertura com o esquenta do I Festival Internacional de Música, que a promove entre os dias 19 a 24 deste mês. A street band (banda de rua) e o cortejo cênico do festival fizeram uma intervenção artística para divulgar o evento.

Última atualização: 7 de julho de 2026

Publicado em:Cultura,Cultura e Turismo

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