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Mais de 400 moradores de Hortolândia recebem Relatório de Ancestralidade do projeto gen-t do Brasil

Projeto estará no município a partir do dia 23 deste mês; voluntários que completaram terceiro ano de participação no projeto irão receber o relatório

Mais de 400 moradores de Hortolândia vão saber sobre suas origens. Eles irão receber o Relatório de Ancestralidade elaborado pelo projeto gen-t do Brasil. A iniciativa científica estará no município a partir do dia 23 deste mês na UBS (Unidade Básica de Saúde) Amanda I. Este é o quarto ano consecutivo que o projeto vem à cidade. A vinda do projeto conta com o apoio da Prefeitura. 

O projeto irá entregar os relatórios para 498 moradores que completaram em 2025 o terceiro ano de participação na pesquisa. Denominado Relatório de Ancestralidade Genética, o documento revela de quais regiões do mundo vieram os ancestrais de cada participante. O rastreamento das origens é feito por meio do DNA.

De acordo com a geneticista Lygia da Veiga Pereira, fundadora da startup gen-t, que é a responsável pelo projeto, o relatório mostra a chamada ancestralidade continental. “Ela indica as proporções genéticas herdadas de diferentes populações ao longo da História”, explica a cientista. Cada relatório é individual e sigiloso, ao qual somente os participantes têm acesso. 

A geneticista destaca que à medida que cada voluntário continua a participar do projeto, a base de dados cresce. Isso possibilita a elaboração de novos relatórios com níveis maiores de detalhamento que poderão ser disponibilizados, trazendo indicações sobre regiões geográficas mais específicas dentro dos continentes.

COMO PARTICIPAR 

Para quem quiser participar do projeto como voluntário, é necessário fazer inscrição por meio deste LINK.

Os requisitos para participar são os seguintes:

– Idade a partir de 18 anos

– Agendar a coleta pelo site oficial do projeto

– Responder ao questionário de saúde

– Comparecer ao local de coleta, no dia e horário agendados, com jejum de 8 a 12 horas

A equipe do projeto estará na UBS Amanda I, a partir do dia 23 deste mês, para fazer a coleta de DNA, por meio de amostra de sangue. A previsão é permanecer na unidade durante 30 dias. 

O projeto reforça que a equipe é treinada e segue os protocolos de segurança, confidencialidade e consentimento livre e informado, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e normas éticas da pesquisa científica brasileira. 

De acordo com a Secretaria de Saúde, depois da UBS Amanda I, a equipe do projeto deverá ir para as regiões do Jardim Rosolém, Jardim Santa Clara do Lago, Vila Real e Jardim Nova Europa.

Além de saber as origens ancestrais, a participação no projeto oferece benefícios à saúde dos voluntários. Eles terão acesso gratuito a:

– Check-ups anuais com exames laboratoriais (hemograma, glicemia, colesterol, entre outros)

– Relatórios de saúde (incluindo o de risco cardiovascular) com base nos exames e no questionário respondido

O QUE É O PROJETO?

O projeto é conduzido pela startup gen-t, formada por cientistas brasileiros, dentre eles a geneticista Lygia da Veiga Pereira, que é a fundadora da startup. O projeto começou em 2023, e Hortolândia foi a quarta cidade brasileira a recebê-lo

O objetivo do projeto é mapear o DNA de 200 mil brasileiros para construir o maior banco genético da América Latina. A iniciativa busca preencher lacunas históricas na pesquisa científica, nas quais as populações negras e indígenas foram historicamente sub-representadas.

O mapeamento é feito pela coleta de uma amostra de sangue. A meta do projeto é fazer o acompanhamento dos voluntários durante cinco anos. De acordo com o projeto, 4.100 moradores de Hortolândia participam como voluntários.

A partir do mapeamento, o projeto criará um banco genético dos brasileiros. Os dados poderão ser utilizados em pesquisas para desenvolver remédios e tratamentos mais eficientes de acordo com o perfil genético das diferentes etnias que formam a população do Brasil.

Com o banco genético, a expectativa da startup é que os benefícios da medicina de precisão se tornem acessíveis para as pessoas. A medicina de precisão é uma área que alia os dados genéticos de cada indivíduo com informações colhidas por meio dos exames já habitualmente realizados pela medicina.

Última atualização: 10 de junho de 2026

Publicado em:Cidadão,Saúde,Saúde

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