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Hortolândia ensina educação alimentar a estudantes municipais, usando brincadeira de mistério

Ação da Prefeitura é voltada a estudantes dos 3º e 5º anos do Ensino Fundamental

“O que tem na caixa?” Para ensinar aos estudantes da rede municipal de Hortolândia princípios de educação alimentar, a Prefeitura está usando uma conhecida brincadeira de adivinhação, muito apreciada na infância. Nesta terça-feira (28/04), o desafio, que explora o mistério e a curiosidade das crianças, chegou à Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Maria Célia Cabral Amaral, no Jd. Amanda, onde 43 alunos dos 3º e 5º anos usaram o tato e o olfato para descobrir quais alimentos naturais estavam escondidos.

A ação, chamada de “Caixa Misteriosa”, é promovida pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia e pretende fortalecer hábitos saudáveis, aproximando as crianças da “comida de verdade”. A iniciativa é realizada pelo CREAN (Centro de Referência em Alimentação e Nutrição), em conjunto com o Setor de Alimentação Escolar do Departamento de Segurança Alimentar, e busca reverter o cenário de aumento no consumo de produtos ultraprocessados.

Durante a atividade, os estudantes são divididos em grupos e competem para identificar os alimentos escondidos, utilizando exclusivamente os sentidos. Por meio de uma abertura que permite apenas a passagem das mãos, os alunos utilizam o tato e o olfato para identificar frutas, legumes, ervas aromáticas e especiarias. A atividade incentiva a descoberta das características sensoriais dos alimentos in natura, associando-os a importantes aspectos culturais e nutricionais. A equipe que atinge o maior número de acertos vence a brincadeira.

Para o nutricionista Marcos Tiritan, do Departamento de Segurança Alimentar, a escola desempenha um papel fundamental como veículo de educação nutricional diante da cultura moderna, que muitas vezes distancia as crianças dos alimentos naturais. “Uma das maiores ações de educação nutricional é o cardápio oferecido. Ele é pensado para garantir a oferta de uma alimentação rica, variada e composta majoritariamente por alimentos in natura e minimamente processados . Mas percebe-se que, apesar de termos esse cardápio rico, muitas crianças desconhecem os alimentos que estão consumindo. A ideia é trazer o alimento por um viés de brincadeira e curiosidade, fazendo com que elas tenham menos resistência a itens tão importantes para o seu desenvolvimento”, explica o profissional.  

“A alimentação saudável na escola é fundamental, porque impacta diretamente no aprendizado e no desenvolvimento das crianças. Nessa fase, elas estão formando hábitos que podem levar para a vida toda. A parceria com a equipe de Segurança Alimentar da Secretaria de Educação fortalece esse trabalho, trazendo orientação e atividades que ajudam os alunos a entenderem, na prática, a importância de se alimentar bem. Além disso, para muitos estudantes, a refeição na escola é uma das principais do dia. Então, esse projeto não só garante qualidade na alimentação, mas também forma crianças mais conscientes e saudáveis”, afirmou Eloísa Malentachi, assistente de direção da Emef Maria Célia Cabral Amaral. 

“O jogo foi muito divertido! Foi demais receber os nutricionistas aqui na sala e tentar adivinhar quais alimentos estavam na caixa. Todos a gente come aqui na escola, alguns eu gosto mais que outros”, relatou a estudante do 3° ano B, Giovana Barbosa Santos. 

Ação em rede 

Voltada a estudantes do Ensino Fundamental, a “Caixa Misteriosa” já percorreu 11 escolas da rede municipal de ensino, atendendo mais de 450 estudantes. Além da Emef Maria Célia Cabral Amaral, a atividade já passou por unidades como as Emefs Prof. Cláudio Roberto Marques, Professora Helena Futava Takahashi, Samuel da Silva Mendonça, Janilde Flores Gaby do Vale, Renato Costa Lima, D. Ana José Bodini Januário, João Calixto Silva, Jardim Primavera e as Emebs Josias da Silva Macedo e Richard Chibim Naumann.

A iniciativa é uma ação do Departamento de Segurança Alimentar da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia que, além de oferecer um cardápio variado e rico em alimentos minimamente processados, transforma a escola em um espaço de promoção à saúde e bem-estar. O projeto de educação alimentar tem como objetivo  percorrer todas as Emefs para proporcionar condições favoráveis para que os estudantes desenvolvam autonomia e façam escolhas alimentares saudáveis por toda a vida.

Publicado em:Educação,Educação, Ciência e Tecnologia

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