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ESTERILIZAÇÃO ESTERILIZAÇÃO ESTERILIZAÇÃO
Zoonoses de Hortolândia inicia castração química em cães
Procedimento reduz traumas ao animal e amplia condições de controle populacional
Por Julyana Tonin
24/09/09 - 09:55

 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Hortolândia vai incluir nos seus trabalhos a esterilização química de cães. O procedimento amplia a capacidade de castração para até 70 animais por dia, o que permiti maior controle da população canina, um desafio para muitas cidades na área das zoonoses.

Pelo procedimento convencional, cirúrgico, o CCZ, realiza cinco castrações diariamente.

 

O método contraceptivo, por meio da castração é utilizado no País desde a década de 40 e é considerado o mais eficaz nesse controle.

 

Para o médico-veterinário, Paulo Mancuso, responsável pelo CCZ, o método é uma evolução no controle da população canina, em especial a que vive nas ruas. Estima-se que em Hortolândia existam cerca de 45 mil cães. Desse total, 7% vivem nas ruas ou em condições de semi-domicílio. “Esse método permite também o maior controle de outras zoonoses como, por exemplo, a raiva, a leishimaniose e um tipo específico de febre maculosa, transmitida pelo carrapato embrioma aureola, doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos e, até levar à morte”, explicou o especialista.

 

O medicamento foi testado em quatro animais e outros 40 serão submetidos ao procedimento nos próximos dias. A castração química ficará restrita aos cães recolhidos no CCZ de Hortolândia, mas Mancuso não descarta a possibilidade de disponibilizar o procedimento de esterilização química para animais que estiverem nos quintais, em especial, nos núcleos mais carentes da cidade. “Outra vantagem que é o animal não precisará ser trazido ao CCZ e a esterilização poderá ser feita no local em que o animal vive”, afirma Mancuso.

 

Além de ampliar o número de castrações e o controle de zoonoses, a esterilização química traz outros benefícios, em especial no custo, cerca de 50% do valor usualmente gasto no sistema tradicional. “Se levarmos em consideração o pós-cirúrgico, a economia pode ser de até 70% levando-se em conta os curativos e medicamentos”, analisa o veterinário. Segundo ele, o custo médio por castração em machos no CCZ é de R$ 48, para um animal com até 15 quilos. No método químico, esse gasto fica entre R$ 18 e R$ 25, dependendo do pós-tratamento.

 

O cão também é beneficiado com o novo método. Na castração convencional o pós-cirúrgico varia de cinco a 15 dias. Já no procedimento químico o tratamento, quando indicado, é de até 72 horas após a aplicação do remédio. Outra vantagem é a preservação estética, os testículos são preservados, observando, apenas, uma redução de cerca de 20% do volume do órgão. Os processos inflamatórios são reduzidos e animal não perde sangue.

 

Atualmente, o CCZ de Hortolândia abriga 106 cães entre machos e fêmeas. Segundo Mancuso, a média de doação mensal é de 30 a 40 animais. Todos os machos doados são entregues castrados para os novos proprietários. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o Núcleo de Controle de Zoonoses de Americana utiliza o sistema de esterilização química desde abril deste ano.

 

 

A esterilização química

 

A esterilização química é feita por meio de uma droga injetável desenvolvida para cães machos, sem os inconvenientes cirúrgicos. O que hoje demanda um procedimento cirúrgico e pós-cirúrgico transforma-se numa prática ambulatorial segura e eficaz. O efeito final ocorre de 15 a 30 dias, após aplicação.

 

O medicamento é feito à base de zinco, um mineral que não causa câncer ou mutações de DNA e age nas células germinativas nos testículos, diminuindo o número das que produzem espermatozóides. A esterilização química, assim como a convencional é um procedimento irreversível. Entre outras características, o medicamento tem ação analgésica e antiinflamatória, o que não provoca dor no animal. Na maioria dos casos não é necessária sedação prévia e a aplicação é feita em dose única, considerando-se o tamanho do animal.


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