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EFICIÊNCIA SOCIAL EFICIÊNCIA SOCIAL EFICIÊNCIA SOCIAL
Banco de Alimentos de Hortolândia é modelo no País, diz consultora da ONU
Programa social realizado pela Prefeitura segue os padrões internacionais de gestão e funcionamento
Por Elisabeth Soares
11/12/09 - 17:44

Hortolândia é referência nacional na gestão do Programa Banco de Alimentos. A informação é da consultora da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Isis Leite Ferreira, que visitou o município para conhecer o Programa de Segurança Alimentar em realização pela Prefeitura por meio da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social.  

O funcionamento do Banco de Alimentos, que complementa a refeição de 4.400 famílias, atendidas por 42 entidades assistenciais, será apresentado, segunda-feira (14/12), em Brasília, durante o 2° Encontro Nacional de Gestores de Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição (leia texto abaixo).  

 

A eficiência no sistema de aquisição e distribuição de alimentos, além das ações de educação alimentar que ensinam usuários do programa a reaproveitar frutas, verduras e legumes são os ingredientes que tornam a gestão do programa destaque no País, onde funcionam 90 unidades do Banco de Alimentos, em 19 estados.  “O trabalho desenvolvido aqui em Hortolândia é fantástico. Reúne a aquisição de alimentos por meio de donativos do setor privado e da comunidade, fomenta a geração de emprego com a compra de produtos de agricultores familiares e ensina as pessoas a reaproveitar alimentos. O município de Hortolândia tem muito a ensinar às outras cidades”, afirma a consultora da ONU. 

 

Isis foi contratada pelo MDS (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome) com a missão de avaliar e acompanhar o Programa Banco de Alimentos no País. O objetivo é construir um manual de gestão do programa, com diretrizes que vão nortear o funcionamento do órgão em todo o Brasil e promover a integração dele com outras ações de segurança alimentar. A gestão de Hortolândia vai ajudar outros municípios a administrar o programa com eficiência. O manual ficará pronto em abril de 2010.

 

Antes disso, o Ministério promoverá encontros com gestores do programa em todo o Brasil para ouvir experiências e democratizar a elaboração do documento. Ao criar esse manual, afirma Isis, o governo federal quer garantir o funcionamento do Banco de Alimentos dentro das diretrizes do programa em dois itens importantes: reaproveitamento dos alimentos e boas práticas de alimentação”, observa.

 

A partir de contatos telefônicos e de relatórios encaminhados pelos municípios sobre arrecadação, distribuição de alimentos e atividades de boas práticas alimentares realizadas com a comunidade, o MDS apontou duas cidades como modelo de gestão no programa: Hortolândia e Caxias do Sul. A consultora da ONU visitou os dois municípios para conferir in locu as ações em andamento. Em Hortolândia, a consultora experimentou e aprovou o bolo feito a partir do reaproveitamento de cascas de banana, na Cozinha Experimental do Banco de Alimentos.

 

“A avaliação do Ministério, por meio da consultoria da ONU, é importante porque significa que a gestão desse programa social está dentro dos padrões internacionais de gestão. Em Hortolândia o Banco de Alimentos não é apenas uma central de distribuição de alimentos para pessoas pobres. É um espaço educador alimentar que valoriza o potencial das pessoas”, comemora o secretário de Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Gomes de Moraes.  

 

Para garantir a eficiência do Programa, o Banco de Alimentos conta com uma equipe de 17 profissionais entre coordenação, assistente social, nutricionista, técnico em nutrição, motoristas, funcionários do setor operacional, técnico agrônomo e estoquista. “Esse reconhecimento é resultado do trabalho sério realizado pelo órgão. A partir do momento em que nos tornamos exemplo nossa responsabilidade passa a ser maior ainda. Temos novos desafios como o de integrar o Banco com outros equipamentos de segurança alimentar, a exemplo da Cozinha Comunitária, que vamos inaugurar em breve, e do restaurante popular”, afirma a coordenadora do Programa de Segurança Alimentar, Alessandra Barbosa Sarto.

 

Distribuição de alimentos, educação alimentar e qualificação profissional

 

Implantado em 2006, o Banco de Alimentos tem a função de recolher doações de alimentos de empresas, supermercados, varejões, centrais de abastecimento e distribuir à população carente atendida por 42 entidades assistenciais. Ao todo, 4.400 pessoas reforçam a alimentação com a ajuda do Banco.

 

Para complementar as doações feitas ao órgão, a Prefeitura realiza campanhas de arrecadação. Também compra frutas, verduras e legumes de pequenos agricultores. A aquisição é possível por meio do programa compra direta local, do governo federal.

 

Antes de levar os alimentos até as entidades, nutricionistas selecionam os produtos. É preciso ter garantia de que tudo é de ótima qualidade. Cerca de 25 toneladas de alimentos chegam mensalmente ao banco.

 

O Programa de Segurança Alimentar transforma os hábitos alimentares da população de baixa renda que aprende a aproveitar de forma integral os

alimentos, técnicas de higiene e dicas para armazenagem correta dos produtos.

 

Na cozinha experimental do banco de alimentos, tudo é aproveitado. Restos de legumes, frutas e verduras que, normalmente, vão para o lixo, se transformam em pratos saborosos e econômicos.  As receitas são ensinadas durante cursos ministrados a beneficiários do programa.

 

O Banco de Alimentos é uma ação do Programa de Segurança Alimentar, realizado pela Prefeitura com o apoio do governo federal. Neste ano, a Prefeitura implantou o EFA (Espaço de Formação em Alimentação) criado com o objetivo de qualificar profissionais para o mercado gastronômico, setor em expansão na cidade.

 

Em parceria com o Sesi (Serviços Social da Indústria), Senai (Serviço Nacional da Indústria e Senac (Serviço Nacional do Comércio), a Prefeitura oferece diversos cursos para a comunidade. “O aprendizado pode transformar essa pessoas em empreendedores que vão vender o que produzem ou permitir que elas trabalhem em restaurantes dentro e fora da cidade”, afirma Alessandra.

 

Em breve outras atividade do programa estarão em funcionamento na cidade. Uma delas é a Cozinha Comunitária. O mini-restaurante, em instalação no Jardim Novo Ângulo, oferecerá refeições a baixo custo (máximo R$ 1,00) a famílias atendidas pela rede de assistência social. Também servirá de espaço de capacitação profissional ao oferecer cursos de culinária e educação alimentar com o objetivo de estimular o empreendedorismo na área de alimentação.

 

A Prefeitura já construiu a Cozinha Comunitária, localizada no Jardim Novo Ângulo, numa parceria com o governo federal. Agora, instala equipamentos no espaço gastronômico e de formação profissional. A cozinha tem estrutura para oferecer 200 refeições diárias. Entrará em funcionamento no ano que vem.

 

Experiência será conhecida por todo o Brasil

 

O modelo de gestão do Banco de Alimentos de Hortolândia será apresentado no 2º Engepan (Encontro Nacional de Gestores de Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição), realizado, na próxima segunda-feira (14/12), em Brasília.

 

A coordenadora do programa, Alessandra Barbosa Sarto, participará do evento com a apresentação do “case” em Hortolândia no painel Experiências Exitosas nos Equipamentos de Segurança Alimentar.

Participarão do evento gestores de todos os programas oferecidos pelo MDS. O objetivo é estabelecer parâmetros para o desenvolvimento de ações de integração e institucionalização dos EPANs (Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição) com vistas na sustentabilidade.

 

Além de discutir aspectos de monitoramento dos EPANs, o evento quer favorecer e estimular o processo de formação de gestores e o intercâmbio de experiências desenvolvidas nos municípios e/ou região. Também pretende contribuir para o processo de construção da Política do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. 


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